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QUALIFICAÇÃO DA MÃO DE OBRA: O GRANDE DESAFIO BRASILEIRO

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QUALIFICAÇÃO DA MÃO DE OBRA: O GRANDE DESAFIO BRASILEIRO
Em vista das mudanças tecnológicas que afetam a dinâmica do mercado laboral, empregadores e empregados estão em constante busca por qualificação para acompanhar as exigências dessas inovações. “Já passou o tempo em que o diploma bastava. Hoje, ninguém mais está pronto. É preciso ser continuamente educado, qualificado e requalificado”, observou José Pastore, presidente do Conselho de Emprego e Relações do Trabalho da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), durante a quarta edição do Café Sem Filtro, debate virtual promovido mensalmente pela Entidade. “A escola, o governo e as empresas, isoladamente, não conseguirão dar conta disso. É essencial um entrosamento perfeito entre esses três pilares”, enfatizou o sociólogo.

A qualificação e a educação dos trabalhadores enfrentam graves entraves históricos no Brasil, na visão de Naercio Menezes Filho, economista e professor no Insper. Soma-se a esse aspecto estrutural o desafio das novas tecnologias, que demandam trabalhadores com alta capacidade de adaptação para tarefas não rotineiras. Segundo Menezes Filho, a solução passa por investimentos na educação da primeira infância. “Os países com cases de sucesso têm políticas intersetoriais coordenadas para acompanhar as crianças ao longo do tempo, com indicadores de desenvolvimento infantil. Além disso, fazem avaliação de impacto de seus programas”, ressaltou.

O debate contou ainda com as presenças de Ivo Dall”Acqua Júnior, vice-presidente da FecomercioSP, e Ana Luiza Marino Kuller, coordenadora de Educação do Senac São Paulo. Também participaram Antonio Lanzana e Paulo Delgado, copresidentes do Conselho de Economia Empresarial e Política da Federação.

Habilidades para o futuro não são somente técnicas

Segundo Ana, o desenvolvimento acelerado da tecnologia impacta profundamente o mundo do trabalho, de modo que estamos testemunhando o surgimento, o desaparecimento e a transformações das ocupações. “A nossa preocupação central é como garantir formação nesse contexto tão incerto e complexo”, ressaltou.

“Nesse cenário, precisamos trabalhar fortemente as habilidades cognitivas e socioemocionais, numa perspectiva de resolução de problemas, pensamento analítico, criatividade, trabalho em equipe e comunicação”, avaliou a gestora do Senac-SP.

Economia mais produtiva

Dall”Acqua Júnior ressaltou que todas as pessoas precisam se reciclar – mesmo que, atualmente, não estejam no mercado de trabalho. “Nas áreas técnicas, há muito a ser desenvolvido. Além disso, novas formas de trabalho e novas formas de empreendedorismo têm sido construídas no mundo todo. Temos muito a trabalhar e muito a recuperar na nossa economia, que tem andado mais de lado do que para frente. Estamos praticamente sacrificando mais de uma geração, não podemos sacrificar mais nenhuma. Temos de investir muito no desenvolvimento da primeira infância”, sinalizou.

Fonte: Fecomércio

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